A regra é clara, mas a lei não!
O julgamento de Dudu, a relação dos atletas com a arbitragem e a falência da Justiça Desportiva Brasileira
O recurso do Palmeiras no TJD para tentar a redução da pena do atacante Dudu foi negado. A intenção do advogado do clube, André Sica, era de que o caso fosse reenquadrado de agressão para ato hostil, cuja pena é bem mais branda e seria cumprida só no Paulistão de 2016: de um a três jogos de gancho. Entretanto, a defesa palmeirense só conseguiu aumentar ainda mais a punição à Dudu, que passou de 180 dias para 180 dias e mais um jogo, em virtude dos xingamentos proferidos pelo atleta ao juiz da partida Guilherme Ceretta de Lima, na final do Campeonato Paulista.
Independente do veredito, o julgamento só demonstra o quão falida está a justiça desportiva brasileira. Palmeirenses alegam que o caso de Petros, ocorrido no Paulistão do ano passado, é muito semelhante ao de Dudu, se não for mais grave. Já os que defendem a pena máxima ao atacante, afirmam que no lance de Petros, a bola estava em jogo e ele não xingou o árbitro, o que seria um agravante no caso de Dudu. Por fim, vem o Tribunal de Justiça Desportiva, que ao invés de colocar fim à polêmica, só a aumenta.
Dudu, de 1,66m, foi a julgamento pelo empurrão no árbitro Guilherme Ceretta, de 1,92m


