segunda-feira, 29 de junho de 2015

Análise tática: Verdão atropela o Tricolor e goleia

Análise tática: Verdão atropela o Tricolor e goleia

Os méritos no 4 a 0 palmeirense que levaram à vitória do Verdão e os erros do tricolor que culminaram no vexame 


O São Paulo começou melhor o jogo armado em um 4-1-4-1 (figura baixo), que parece ser o esquema preferido de Osório e apostando nas jogadas pelas laterais. Alexandre Pato chegou a acertar uma bola na trave em um chute de fora da área e Michel Bastos também teve uma oportunidade de finalizar, mas mandou longe do gol. Apesar da boa participação da dupla, a jogada pelos lados se restringia aos dois jogadores, já que Carlinhos e principalmente Bruno se preocupavam mais com a marcação de Dudu e Rafael Marques e pouco subiam ao ataque.

O Palmeiras se defendia armado em um 4-1-3-2 muito semelhante ao utilizado pela Seleção Brasileira no primeiro tempo da derrota frente ao Paraguai. O esquema encaixotava Paulo Henrique Ganso entre os volantes palmeirenses, fazendo com que o tricolor optasse por jogadas individuas pelas beiradas.

São Paulo começou bem o jogo criando oportunidades pelas laterais do campo. Ganso sumido

domingo, 28 de junho de 2015

Análise Tática: Mais um vexame amarelo

Análise Tática: Mais um vexame amarelo

O Brasil teve uma mão na vaga e outra na bola. Quem são os culpados?


Quatro anos depois e o filme se repetiu. Brasil, Paraguai, quartas de final e pênaltis, combinação que mais uma vez deixou a Seleção Brasileira de fora da Copa América em uma partida com diversos ingredientes e distintos panoramas. O time de Dunga começou o jogo com um claro problema na saída de bola, mas o treinador modificou a equipe em campo e parecia que o Brasil passaria por uma partida sem grande sufoco. O Paraguai tinha muita dificuldade para criar, mas o nervosismo do, até outro dia, "melhor zagueiro do mundo", permitiu o empate paraguaio que, nos pênaltis, mandou os brasileiros de volta pra casa. Agora, os culpados tem que ser identificados.

O início de jogo foi problemático. Dunga optou por armar a equipe em um 4-2-2-2 (figura abaixo) apostando na saída de bola com os laterais, e cobertura dos volantes Fernandinho pela esquerda e Elias pela direita. A estratégia não funcionou porque o Paraguai, armado em um 4-4-1-1 bloqueava bem a saída pelos lados do campo e o Brasil sofria sem um jogador centralizado para armar o time, sendo obrigado a dar chutões da defesa.


Brasil encaixotado e Paraguai no campo defensivo. Esquema durou apenas 13 minutos.

sábado, 27 de junho de 2015

O que acontece no DM e preparação física do Palmeiras?

O que acontece no DM e preparação física do Palmeiras?

Neste ano, de 35 jogadores do elenco, apenas 12 não sofreram com problemas físicos. Valdivia e outros atletas simbolizam problema alviverde


Na ultima quinta feira (25) foi anunciado que Alecsandro, atacante do Palmeiras, tem uma contusão na coxa esquerda, mais especificamente no músculo reto femoral, e deverá desfalcar o Verdão por pelo menos 40 dias. As vésperas do clássico contra o São Paulo, a notícia da lesão do jogador recém chegado ao clube, representa não só mais um problema para Marcelo Oliveira escalar a equipe, como também uma constante no departamento médico palmeirense.

Nesta temporada, de todos os 35 jogadores do elenco profissional, citados no próprio site oficial do clube, apenas 12 não desfalcaram o time devido a contusões musculares ou problemas físicos. Os sortudos são os goleiros Fernando Prass, Aranha, Jaílson, Fábio e Vinícius, o zagueiro Nathan, o lateral João Pedro, os volantes Andrei Girotto e Gabriel e os atacantes Ryder, Gabriel Jesus e Dudu.

Destes, apenas Prass, Egídio, Gabriel e Dudu são considerados titulares. Se levarmos em conta apenas os jogadores de linha, a situação fica ainda pior: apenas 7 de 30 atletas não se machucaram. O próprio Alecsandro, recém chegado ao clube, só ficou de fora de um jogo neste ano por conta de cansaço muscular, na metade de fevereiro, quando ainda estava no Flamengo.

Alguns casos são emblemáticos no clube. O mais visado e frequente, com certeza é do camisa 10 Valdivia. Anunciado recentemente pelo Al Wahda, o meia voltou para o Verdão em 2010 e desde sua chegada não entrou em campo 132 vezes por problemas físicos, o que representa quase 40% dos jogos disputados pela equipe. Foram 19 lesões e 17 gols nesta segunda passagem pelo clube.